Após morte de jovem em salto radical, Ponte do Esqueleto começa a ser interditada em Limeira

17 jun 2026
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A Prefeitura de Limeira iniciou, na manhã desta quarta-feira (17), os trabalhos para bloquear acessos irregulares à conhecida Ponte do Esqueleto, local onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante a prática de rope jump no último sábado (13).

A medida ocorre após solicitação do governo federal para ampliar a segurança da área e impedir novas atividades de risco no local. Segundo a administração municipal, as ações realizadas nesta quarta-feira são emergenciais e visam restringir o acesso de visitantes até que sejam implementadas soluções definitivas.

Em nota, a prefeitura informou que as obras estruturais permanentes, como a construção de muros de contenção, manutenção de valetas e demais intervenções para fechamento da área, são de responsabilidade da União. A Ponte do Esqueleto foi incorporada neste ano ao patrimônio da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

O governo federal destacou que, desde 2024, a SPU vem solicitando apoio dos municípios para restringir o acesso ao local. Naquele ano, em parceria com as prefeituras da região, a ponte chegou a permanecer bloqueada por alguns meses.

Prisões após tragédia

A morte de Maria Eduarda gerou grande repercussão nacional após investigações apontarem falhas graves nos procedimentos de segurança durante o salto. A jovem caiu após ser lançada da estrutura sem estar devidamente conectada à corda de segurança.

Três instrutores responsáveis pela atividade foram presos preventivamente e responderão por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta de matar.

Os detidos são Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. Conforme informações da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), eles estão custodiados no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba.

De acordo com a defesa dos acusados, Maicon Fernandes e Luis Felipe são os homens que aparecem nas imagens registradas no momento do salto, enquanto Vitor de Freitas era responsável por segurar os pés da vítima antes da queda.

Segurança reforçada

Com a repercussão do caso e o aumento das preocupações sobre atividades radicais realizadas na ponte, autoridades federais e municipais reforçaram a necessidade de impedir o acesso ao local até que medidas definitivas de segurança sejam adotadas.

A expectativa é que o fechamento da área reduza o risco de novos acidentes enquanto o caso segue sob investigação das autoridades competentes.
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