11 de Setembro: ataque que chocou o mundo completa 25 anos nesta sexta-feira.
12 Sep 2026
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O ataque de 11 de setembro de 2001 completa 25 anos nesta sexta-feira (11). Coordenados pela organização terrorista Al-Qaeda, os atentados nos Estados Unidos provocaram a morte de 2.977 pessoas, além dos 19 sequestradores, e desencadearam transformações que ultrapassaram as fronteiras norte-americanas.
O episódio mudou a política externa dos Estados Unidos, intensificou o combate internacional ao terrorismo e abriu caminho para as guerras do Afeganistão e do Iraque. Também provocou mudanças nas regras de segurança de aeroportos e viagens em diversos países.
Na manhã de 11 de setembro de 2001, quatro aviões comerciais foram sequestrados por integrantes da Al-Qaeda.
Às 8h46, o voo American Airlines 11 atingiu a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York. Inicialmente, havia dúvidas sobre o que havia acontecido, mas a situação mudou 17 minutos depois.
Às 9h03, o voo United Airlines 175 atingiu a Torre Sul. As imagens do segundo impacto foram transmitidas ao vivo para milhões de pessoas e confirmaram que os Estados Unidos estavam diante de um ataque coordenado.
Às 9h37, o voo American Airlines 77 atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington.
A Torre Sul foi a primeira das duas estruturas a cair, às 9h59. Cerca de meia hora depois, às 10h28, a Torre Norte também desabou.
Mais tarde, o prédio 7 do World Trade Center também entrou em colapso após ser atingido pelos efeitos provocados pela destruição das torres.
O ataque matou 2.977 pessoas, incluindo trabalhadores, passageiros, integrantes das equipes de emergência e pessoas que estavam nas proximidades dos locais atingidos.
Entre as vítimas estavam cidadãos de aproximadamente 90 nacionalidades. Três brasileiros também morreram nos atentados: Anne Marie Sallerin Ferreira, Sandra Fajardo Smith e Ivan Kyrillos Fairbanks Barbosa.
As operações de resgate e atendimento em Nova York envolveram aproximadamente 80 mil bombeiros, policiais e profissionais de saúde.
Além das mortes ocorridas no dia dos ataques, os efeitos sobre a saúde das pessoas expostas aos destroços continuaram durante anos.
Segundo estimativas citadas na reportagem, cerca de 400 mil pessoas foram expostas a materiais tóxicos após os atentados. Entre os agentes presentes no ambiente estavam substâncias como chumbo e amianto.
Doenças relacionadas à exposição também provocaram mortes entre profissionais que participaram das operações de emergência e resgate.
O atentado aconteceu em um cenário de forte tensão geopolítica.
A reportagem destaca a presença militar norte-americana na Arábia Saudita após a Guerra do Golfo, as sanções impostas ao Iraque durante a década de 1990 e o apoio dos Estados Unidos a Israel como alguns dos fatores explorados pela Al-Qaeda para alimentar o sentimento antiamericano.
Outro elemento importante foi o Afeganistão. Após a retirada soviética, grupos ligados aos mujahidin ganharam força no país. Em 1996, o Talibã assumiu o controle de Cabul e permitiu que Osama bin Laden e a Al-Qaeda estabelecessem uma estrutura no território.
As autoridades norte-americanas iniciaram as investigações praticamente imediatamente após os ataques.
O FBI identificou os 19 sequestradores que estavam distribuídos nas quatro aeronaves. Entre eles estava Mohamed Atta, apontado como líder operacional da ação e responsável por pilotar o avião que atingiu a Torre Norte.
Dos 19 sequestradores, 15 eram sauditas, dois eram dos Emirados Árabes Unidos e um era libanês.
As investigações também apontaram Osama bin Laden, então líder da Al-Qaeda, como responsável pelo planejamento do atentado.
Os efeitos do 11 de Setembro ultrapassaram os Estados Unidos.
A segurança em aeroportos foi reforçada em diversos países, com novas regras para passageiros e bagagens. O combate ao terrorismo também passou a ocupar posição central na agenda internacional.
No campo geopolítico, a invasão do Afeganistão e posteriormente a guerra no Iraque alteraram alianças, conflitos e estratégias militares durante décadas.
Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro permanece como um dos acontecimentos mais marcantes da história contemporânea e um dos episódios que mais influenciaram os rumos da política internacional no século XXI.
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