Mendonça revela que chegou a duvidar de suicídio de investigado ligado ao Banco Master

18 jun 2026
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou que inicialmente teve dificuldades em acreditar na versão de suicídio envolvendo a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário". O investigado morreu em março deste ano enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais.

A declaração foi feita durante análise de questões relacionadas à Operação Compliance Zero, investigação que apura supostas práticas ilegais envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Segundo Mendonça, a morte de Sicário causou forte impacto entre os investigadores e levantou suspeitas sobre a possibilidade de interferência externa. O ministro relatou que chegou a assistir às imagens do ocorrido e classificou a cena como chocante e difícil de analisar.

Diante das circunstâncias, autoridades determinaram uma apuração detalhada para verificar se o caso poderia estar relacionado a uma eventual queima de arquivo ou à eliminação de uma peça importante da investigação. No entanto, após a análise dos elementos reunidos, a Polícia Federal concluiu que não existem indícios da participação de terceiros na morte.

De acordo com Mendonça, embora a motivação exata para o ato não tenha sido totalmente esclarecida, as evidências apontam para um suicídio, sem sinais de homicídio ou de tentativa de ocultação de provas.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era apontado pelas investigações como colaborador de Daniel Vorcaro. Documentos obtidos na Operação Compliance Zero indicam que ele teria atuado na obtenção de informações sigilosas e em ações voltadas ao monitoramento e intimidação de pessoas consideradas adversárias do grupo empresarial.

Mensagens analisadas pelos investigadores sugerem pedidos para levantamento de dados pessoais e acompanhamento de funcionários e ex-funcionários ligados ao Banco Master.

A Operação Compliance Zero continua em andamento. As autoridades seguem analisando documentos, mensagens e demais provas para esclarecer o alcance das supostas irregularidades investigadas e a participação dos envolvidos.
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