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Funcionário de obra e mais duas pessoas são presas suspeitas de envolvimento em assaltos a condomínios em Manaus

11/06/2026 17h42

Três pessoas foram presas nesta quinta-feira (11) suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida em roubos a condomínios de Manaus. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que também cumpriu mandados de busca e apreensão durante a operação. Um dos suspeitos era funcionário de uma obra em um dos locais assaltados.

Os presos foram identificados como João Gabriel, Roberth Ailton e Rafaela. Segundo a investigação, eles não participavam diretamente dos assaltos armados, mas tinham funções consideradas fundamentais para o planejamento e a execução dos crimes.

O g1 tenta localizar a defesa dos citados.

Segundo o delegado Ivo Martins, Rafaela foi responsável por alugar o veículo utilizado no assalto, enquanto Roberth atuava na venda dos objetos roubados. Já João Gabriel trabalhava em uma empresa responsável por obras dentro de condomínios e aproveitava o acesso aos locais para levantar informações estratégicas sobre a rotina dos moradores e possíveis vulnerabilidades.

As investigações tiveram início após um assalto cometido em 9 de abril, dentro de um condomínio na Zona Oeste de Manaus. Na ocasião, os criminosos roubaram cerca de R$ 24 mil em dinheiro, além de celulares, computadores e outros objetos de valor. Segundo a polícia, o crime teria sido planejado para ocorrer justamente no dia do pagamento de uma obra realizada dentro do residencial.

Os policiais localizaram pessoas que haviam comprado os produtos roubados. A partir do rastreamento dos receptadores, os agentes conseguiram chegar aos suspeitos envolvidos na logística do crime.

Durante as diligências, os policiais também encontraram munições de pistola em um veículo ligado aos investigados.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o grupo tenha participado de outros roubos em condomínios da capital amazonense. A suspeita é de que a organização utilizasse sempre o mesmo método: infiltrar pessoas em obras para obter informações privilegiadas e facilitar a atuação dos assaltantes.