Seca no Amazonas afeta 109 mil famílias e deixa 42 municípios em emergência

23 de outubro de 2026
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MANAUS (AM) – A seca no Amazonas já afeta mais de 109 mil famílias e mantém 42 municípios em situação de emergência, segundo dados do Boletim de Estiagem do Estado. O cenário ocorre em meio ao monitoramento dos níveis dos rios e à preocupação com os impactos da estiagem, que se agravaram durante a seca histórica de 2023.

Nesta quinta-feira, 22/10, o Painel do Clima do Amazonas apontava situações de alerta nas áreas afetadas pela estiagem. Os municípios em emergência são Alvarães, Amaturá, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

Qualidade do ar

Além da estiagem, o estado enfrenta problemas na qualidade do ar provocados por incêndios florestais em áreas não protegidas. Nesta quinta-feira, o Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil do Amazonas (Cemoa) emitiu um novo alerta sobre a concentração de partículas poluentes na atmosfera.


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De acordo com o boletim, 16 municípios apresentavam qualidade do ar classificada entre ruim e muito ruim, com concentrações de partículas finas (MP2,5) entre 50 e 125 microgramas por metro cúbico em 24 horas. A lista inclui Autazes, Barreirinha, Boca do Acre, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itapiranga, Itacoatiara, Manaquiri, Manaus, Maués, Nova Olinda do Norte, Parintins, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba. O alerta é válido até a manhã desta sexta-feira, 23/10.

Amazonas mobiliza 1,5 mil agentes contra queimadas

Para enfrentar as queimadas e os efeitos da estiagem, o Governo do Amazonas mobiliza cerca de 1,5 mil bombeiros militares e brigadistas, com apoio de 18 aeronaves, sendo 16 do Governo Federal e duas do Estado.

Entre 1º de junho e 21 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) contabilizou 3.803 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 23.551 focos de incêndio, dos quais 4.708 foram registrados em Manaus e 18.843 no interior.

As medidas incluem operações de fiscalização ambiental, contratação de brigadistas, monitoramento de focos de calor por satélite e proibição do uso do fogo por 120 dias em todo o estado, ressalvadas as exceções previstas em lei.

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