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19/05/2026 19h15
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) prevê que a estiagem deste ano possa ser intensa e prolongada, afetando principalmente a navegação e o abastecimento de mercadorias em Manaus e no interior.
A preocupação levou empresários a anteciparem a compra e o armazenamento de produtos para evitar problemas logísticos semelhantes aos registrados nos últimos anos.
O secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, afirmou que o principal impacto esperado é no transporte fluvial, considerado essencial para o abastecimento do estado.
Mesmo antes do pico da cheia dos rios no Amazonas, previsto para julho, o alerta para uma possível seca severa no segundo semestre já mobiliza órgãos públicos e o setor produtivo do estado. A previsão do Serviço Geológico do Brasil (SGB) é de que a estiagem deste ano possa ser intensa e prolongada, afetando principalmente a navegação e o abastecimento de mercadorias em Manaus e no interior.
A preocupação levou empresários a anteciparem a compra e o armazenamento de produtos para evitar problemas logísticos semelhantes aos registrados nos últimos anos.
Segundo o secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Francisco Máximo, o principal impacto esperado é no transporte fluvial, considerado essencial para o abastecimento do estado.
A preocupação também já chegou à Associação Comercial do Amazonas (ACA). O presidente da entidade, Bruno Pinheiro, informou que pediu ao Governo do Amazonas a adoção da mesma estratégia aplicada em 2024 para reduzir os impactos da estiagem sobre os comerciantes.
De acordo com ele, a proposta é permitir o parcelamento do ICMS de produtos comprados antecipadamente para formação de estoque.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM) também defende planejamento antecipado e medidas fiscais durante o período de seca.
Segundo o presidente da Fecomércio-AM, Aderson Frota, a antecipação de compras pode afetar o fluxo de caixa das empresas.
De acordo com a Fecomércio-AM, em períodos de rios com nível adequado para navegação, os navios que saem do Sudeste chegam a Manaus em até 35 dias.
Já em períodos de seca severa, quando grandes embarcações não conseguem navegar pelos rios amazônicos, o tempo de transporte pode chegar a 150 dias.
Nesses casos, as cargas precisam ser desembarcadas no Ceará ou no Pará e, posteriormente, transportadas em balsas menores até Manaus, o que aumenta custos logísticos e gera cobrança extra por contêiner, conhecida como “taxa da água”.
Bruno Pinheiro afirmou ainda que existe um acordo junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para evitar cobranças adicionais relacionadas à estiagem.
Em uma loja de produtos importados no Centro de Manaus, a estratégia foi antecipar a formação do estoque previsto para 2026. Segundo a administração do estabelecimento, cerca de 70% dos produtos vendidos no período de fim de ano já foram encomendados de fornecedores da Ásia.
Parte das mercadorias já chegou à capital amazonense, enquanto outras ainda estão em transporte marítimo.