Moraes perde “escudo anti-impeachment” após saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e precisará de novo alvo

29 de outubro de 2026
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A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil rumo aos Estados Unidos abre uma nova frente de tensão política em Brasília e muda o cenário de um embate que envolve o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares bolsonaristas. Com Flávio fora do país, a avaliação de que o senador poderia funcionar como um anteparo político para Moraes tirar força dos pedidos de impeachment contra ele no Senado Federal.

Flávio fugiu nesta terça-feira (27) para os Estados Unidos onde está seu irmão Eduardo Bolsonaro e deve solicitar asilo político ao governo de Donald Trump. A viagem ocorreu depois que o parlamentar descumpriu o prazo determinado por Moraes para entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF).

O episódio acontece em meio a uma disputa política e judicial que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz, investigados por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ambos negam irregularidades.

Saída de Flávio Bolsonaro muda o cenário político para Alexandre de Moraes
Antes de deixar o país, Flávio Bolsonaro havia afirmado que permaneceria no Brasil para organizar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente no segundo turno de domingo (25).

A saída do senador, após a determinação judicial envolvendo seus passaportes, altera esse cenário e abre espaço para questionamentos sobre a capacidade de articulação política da oposição no Congresso.

Flávio iria funcionar como um “escudo político” para Moraes. Agora o ministro deve ir atrás de outro escudo anti-impeachment entre os políticos de direita.

Pedidos de impeachment contra Moraes se acumulam no Senado
Alexandre de Moraes enfrenta uma série de pedidos de impeachment apresentados por parlamentares, entidades e cidadãos. Em setembro de 2026, a CNN Brasil informou que o ministro acumulava 55 solicitações de afastamento no Senado Federal.

O eventual avanço desses pedidos depende dos procedimentos legais e da atuação da Presidência do Senado, responsável por analisar as solicitações. Com uma forte bancada bolsonarista eleita no Senado neste ano esses pedidos devem ter andamento.

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